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Carência e doença preexistente: quando o plano pode negar?

Carência é o tempo de espera depois de contratar o plano. A lei limita esse tempo, e há regras próprias para urgência.

Resposta curtaA lei limita a carência a 24 horas para urgência e emergência, 300 dias para parto e 180 dias para os demais casos. Para doença preexistente, o plano pode aplicar uma cobertura parcial por até 24 meses, desde que isso tenha sido informado na contratação.

Por Eduardo Castilho, OAB/SP 426.814Leitura de 2 minutos

Em resumo

  • Urgência e emergência: carência máxima de 24 horas (Súmula 597 do STJ).
  • Parto: até 300 dias. Demais casos: até 180 dias.
  • Doença preexistente: cobertura parcial por até 24 meses, se declarada na contratação.
  • Quem muda de plano pode aproveitar carências pela portabilidade.

Entenda a regra

Prazos máximos de carência

A Lei nº 9.656/1998 fixa os limites: 24 horas para urgência e emergência, 300 dias para parto e 180 dias para os demais procedimentos. O contrato pode prever prazos menores, nunca maiores.

O Superior Tribunal de Justiça, na Súmula 597, considera abusiva a carência acima de 24 horas para atendimento de urgência ou emergência.

Doença preexistente

O que é cobertura parcial temporária

Se você já sabia de uma doença ao contratar, o plano pode limitar por até 24 meses procedimentos de alta complexidade, cirurgias e leitos de alta tecnologia ligados a ela. Isso precisa constar na declaração de saúde e no contrato. Depois desse prazo, a cobertura passa a ser integral.

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O que conferir

  • Data de início do contrato.
  • Declaração de saúde assinada na contratação.
  • Relatório médico informando se é urgência ou emergência.
  • Resposta do plano por escrito.

Perguntas frequentes

Dúvidas comuns sobre o tema

O plano pode negar atendimento de urgência por carência?

Depois de 24 horas da contratação, não deveria. Esse é o limite da lei para urgência e emergência.

Não sabia da doença quando contratei. O plano pode alegar preexistência?

A preexistência depende de você já saber da doença. Cabe ao plano demonstrar isso. Guarde a declaração de saúde que você assinou.

Quando vale falar com um advogado?

Quando a recusa por carência parece contrariar esses prazos, ou quando o plano alega doença preexistente que você não conhecia.

Eduardo Castilho é advogado em Cafelândia/SP (OAB/SP 426.814) e atua em Direito à Saúde. Este guia é informativo e não substitui a análise individual do seu caso. Sobre o advogado

Fontes oficiais

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